terça-feira, 11 de maio de 2010 9 comentários

Trânsito de Manaus

Se tem um problema que é inevitavelmente vivido por quem mora em grandes cidades é o trânsito. Engarrafamento, buzina, cruzamento fechado, setas e atrasos. Manaus não escapa dessa realidade, mas, claro, até a desorganização do trânsito tem suas peculiaridades.
Por aqui, muitas pessoas dirigem sem carteira. Aprenderam por conta própria e estão soltas por aí fazendo barbeiragem. Adoram trocar de pista e geralmente fazem isso sem dar seta. Também adoram buzinar. É um pem-pem-pem que não tem fim. Parece até um tic nervoso. E, segundo meu amigo, os manauaras acreditam que ao buzinarem um carro da fila vai acabar desaparecendo! Pem-pem! Plutf! Sumiu um carro! =)
Parar em fila dupla também é uma mania sem fim. “Pra que parar longe se eu posso parar bem em frente?” E realmente param bem em frente e fazem quem está atrás esperar. Um dia fui ao supermercado, véspera de feriado, chuva, estacionamento coberto lotado. Não é que a bonitona parou o carro no meio da pista, abriu o porta malas e descarregou TODO o carrinho cheio de compras bem ali, impedindo a passagem de todos os outros motoristas que estavam no estacionamento?! Folga, mansidão, falta de desconfiômetro, sei lá o que é.
Os cruzamentos, salve salve! Horário de pico é horário de invadir o cruzamento e ficar paradão lá no meio. Mais buzinas e caos. Salvo as vezes fugir do trânsito seguindo o pessoal do Twitter @transitomanaus que nos informa as vias congestionadas em tempo real, permitindo-nos procurar outras rotas.
Apesar dos tantos desassossegos, tenho que admitir que o meu sofrimento com o trânsito não é dos maiores. Rio de Janeiro, que é uma cidade que conheço o trânsito, possuem engarrafamentos mais pesados e as distâncias são percorridas em um tempo muito maior. Dos males, o menor.

Fonte: Manauspramim.wordpress.com
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Por que não a Copa em Manaus?

Sei que o que vou escrever aqui vai de encontro ao pensamento de muitos, se não da grande maioria de meus conterrâneos.
O Estado do Amazonas, no que pese o discurso contrário das autoridades locais, oferece um serviço público de péssima qualidade, na maioria das áreas em que a lei determina a ação do Estado na prestação de serviços e atendimentos.
Que nota devemos dar ao transporte coletivo em Manaus?
Que nota dar aos postos e hospitais públicos de nosso Estado?
Que nota atribuir a qualidade do ensino em nosso no Amazonas?
Que conceito temos sobre as condições viárias de Manaus?
Qual o nível de saneamento básico em nosso Estado?
E a segurança pública, quer na prevenção de crimes, no esclarecimento e eventual julgamento e condenação de culpados, o que dizer?
Poderia apresentar centenas de questionamentos sobre a precariedade das condições de atendimento público no Amazonas, mas não quero me alongar muito, sei que o espaço não é para tanto.
Evidentemente, sendo o futebol um esporte que mobiliza as paixões de milhões de brasileiros, no Amazonas não é diferente, existe certo movimento adesista a idéia de se trazer para cá os chamados jogos periféricos, do referido campeonato. No entanto, gastar o volume de dinheiro que será gasto para um espetáculo efêmero, em meio a realidade caótica que circunda a grande maioria da população, não me parece algo nada racional.

Cerca de sete bilhões de reais “serão gastos com a infra-estrutura”, o equivalente a cerca de 12 pontes sobre o Rio Negro, como bem cita o Holanda. Mas não é apenas isso, agora pouco assisti a entrevista do Dr. Tancredo na TV Amazonas, salvo engano Diretor do CECOM, onde afirmava que os pacientes acometidos de doenças graves no sangue, como os cânceres, ao contrário do que determina o Ministério da Saúde, não terão seus tratamentos transferidos do HEMOAM para a Fundação CECOM, tendo em vista o hospital de referência no combate ao câncer no Estado, no caso o CECOM, não dispor de hematologistas suficientes, só teria um, para o atendimento dos pacientes e que os mesmos, devem permanecer no HEMOAM, segundo as palavras do Dr. Tancredo, essa é uma situação que se arrasta a 20 anos. A 20 anos, 20 anos.
O Estado do Rio de Janeiro, terceira economia do país, ficando atrás apenas de S. Paulo e Minas Gerais, gastará um bilhão de reais a menos e ficará com os jogos principais do campeonato.
A infra-estrutura deixada pela copa será expressiva, porém terá a importância de investimentos necessários, como o citado pelo eminente médico, e negligenciados a mais de 20 anos?
Haja pão e circo. Com sete bilhões de reais, daria para construir:
70 hospitais no valor de 100 milhões cada, ou 420 viadutos a 20 milhões de reais cada, ou 1400 grandes escolas no valor de cinco milhões de reais cada, ou.
Cerca de 280 mil casas populares, a 25 mil reais cada, Manaus inteira possui hoje aproximadamente 400 mil domicílios.
Quantos quilômetros de rede de esgoto poderiam ser construídos?
Quantos quilômetros de metrô?
Nos corredores dos hospitais públicos, macas são enfileiradas com pacientes a espera de atendimento, pessoas precisam dormir em calçadas para assegurar o recebimento de uma bendita ficha, que lhe levará a marcação de consultas, faltam remédios em hospitais postos de saúde.

Precisamos melhorar o nível de instrução da população em geral, aumentar o número de doutores, de centro de excelência, se quisermos um dia sermos uma sociedade desenvolvida, respeitada e prospera. Aprimorar técnicas e procedimentos de alta complexidade, para cardiopatas, renais crônicos, dependentes de transplantes de órgãos etc. O melhor atendimento de saúde para o amazonense precisa deixar de ser o Aeroporto Eduardo Gomes.
Gosto de futebol e torço pela seleção brasileira em todas as copas, só penso que um povo com tantas mazelas e deficiências, deveria ser mais responsável com o seu dinheiro público.
Torcer pela TV sai muito mais barato para o contribuinte.
Texto do Psicólogo Marcelo Pardo
www.twitter.com/equilibriumpsi
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Café da Manhã! Hum... Não tem igual.

Se tem uma coisa que manauara gosta de fazer é sair pra tomar café da manhã fora. E são cafés pra lá de sofisticados, com muita opção e coisa boa. X-caboquinho, tapioca, bolo de macaxeira, canjica, cuzcuz, sucos da região, frutas, pupunha, salgadinhos de massa de macaxeira, a própria macaxeira… comida até cansar.Experimentamos um café regional do estilo rodízio/self service: Tapiri. Pagamos uma taxa e comemos livre.  O que é muito bom! Bom para matar a vontade de comer de tudo.
Pelas ruas são vários os cafés em forma de barraquinha. Muitas padarias também se especializam nesse tipo de serviço. E na estrada para Presidente Figueiredo, são vários os cafés. A idéia dos cafés amazonenses surgiu no início dos anos 1990, e o sucesso de vendas massificou o surgimento de barracas em toda a cidade vendendo comidas típicas para o café-da-manhã. Opção é o que não falta. Melhor aproveitar!

Fonte: Manauspramim.wordpress.com 
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A chuva nossa.... de quase todo dia.

Eu andei pesquisando e descobri mais um mito sobre Manaus: “chove mesmo todo dia em Manaus?”, É curioso isso de as pessoas que não conhecem Manaus, ou que talvez conheceram a cidade há muitos e muitos anos, dizerem que aqui chove todo dia depois do almoço. Se não dizem que é depois do almoço, juram de pé juntos que é todo santo dia. Bom, amigos leitores desse blog, sinto decepcioná-los, mas esse fenômeno climático não acontece por aqui.
Em algumas épocas do ano, como de dezembro até junho, há mais presença da chuva. É o período conhecido como inverno, já que a chuvinha dá uma refrescada boa durante alguns minutos antes dela cair e depois que ainda está tudo molhadinho. Mas não é todo dia, muito menos com hora marcada.
Depois desse período, quando chega o verão, aí são muitos dias sem chuvas. 10, 15, 20 ou mais. Nessa época o calor é muito intenso, muito mesmo.
Combinados, então?! Nada de ficar repetindo por aí que em Manaus chove todo dia.


Fonte: Manauspramim.wordpress.com
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