quinta-feira, 27 de maio de 2010 0 comentários

A Internet dos Barés


Tenho insistido em denunciar a precariedade do serviço de internet em Manaus e me angustia a omissão dos órgãos fiscalizadores e da maioria dos nossos parlamentares para esse tema que é tão importante para o desenvolvimento da região e para a garantia de direitos do povo.
A empresa Oi, por obrigação prevista no seu contrato de concessão, teria até o dia 31 de março de 2010 para instalar um novo no cabo de fibra ótica que seria trazido da Venezuela. Digo teria, porque já não tenho dúvidas de que mais uma vez não cumprirá o prazo estabelecido, posto que ainda não tem as devidas licenças.
O mais grave é que, além de não ter as licenças, a empresa que afirma ter contratado um cabo apagado, o que significa um cabo com toda a sua capacidade disponível, recebeu apenas 155 Megabites, de um cabo que é compartilhado com outros usuários e que, portanto, não é capaz de atender com qualidade nem mesmo Boa Vista.
Serviços de comunicação são hoje importante insumo estratégico de qualquer processo produtivo e a precariedade da internet em nosso Estado intimida o desenvolvimento econômico da região e compromete inclusive a realização da Copa do Mundo de 2014 em Manaus.
Os efeitos de uma internet de péssima qualidade, lenta e caríssima, como a disponível em Manaus, são nefastos. Ofende o direito à informação do nosso povo, limita o acesso ao conhecimento dos nossos estudantes, desrespeita o direito do consumidor dos usuários que pagam um preço desproporcional à qualidade do serviço e compromete o desenvolvimento econômico de todo o Estado.
Sou insistente no tema porque não consigo ver um futuro de redenção para o nosso Estado e o nosso povo, sem a superação desse entrave estratégico para o desenvolvimento da nossa região. Sou recorrente com o tema porque essa não deve ser uma luta de um vereador, deve ser uma luta de todos que esperam construir um futuro de prosperidade para o nosso povo..
Diante da omissão dos órgãos fiscalizadores e da maioria dos homens públicos do Amazonas, diante da pouca importância dada pelos meios de comunicação ao tema, Manaus e o seu povo continuam submetidos a pior, mais lenta e mais cara internet do Brasil.
Minha voz ficará rouca, minhas letras cansarão, mas não desistirei de denunciar e buscar alternativas para o problema da internet em Manaus.
Marcelo Ramos é advogado e vereador pelo PSB.
 www.vereadormarceloramos.com.br

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Transporte Coletivo: Lições da Greve.

O fim da greve dos rodoviários jogou para baixo do tapete a grave crise por que passa o sistema de transporte coletivo de Manaus. O ano de 2009 foi o pior da história do transporte público com um aumento de 10% no IPK (Índice de Passageiros por Kilometro), resultado da equação: número de passageiros/kilometros rodados.
O aumento do IPK foi motivado principalmente por uma queda drástica da kilometragem, fruto das quebras constantes e da diminuição do número de veículos nas linhas. Rodando menos, os ônibus demoram mais a passar e andam mais lotados.
Foi pensando nisso e visando criar uma medida preventiva que o contrato assinado em 2007 com a concessionária de transporte estabeleceu o IPK como parâmetro de avaliação de desempenho. Ou seja, o percentual de aumento do IPK deve ser reduzido da tarifa. Assim, colocou mais ônibus na rua, quebrou menos, rodou mais, as pessoas esperaram menos e andaram em ônibus mais confortáveis e menos lotados, haverá reajuste na tarifa. Rodou menos e mais lotado, não há reajuste, podendo até haver redução. É o que está no contrato que o Prefeito teima em ignorar e não fazer cumprir.
Vincular o reajuste da tarifa a metas de renovação da frota e boa prestação do serviço é o caminho a ser seguido para uma mudança no transporte coletivo de Manaus.
No mais, são necessárias intervenções estruturantes, como o alargamento de ruas, a construção de corredores exclusivos e a instalação de sinalização inteligente, tudo com o objetivo de aumentar a velocidade média da frota que hoje é de 12 km/h (equivale a velocidade de bicicleta). O resto é demagogia barata que em nada contribui para a superação do problema.
Numa cidade de quase 2 milhões de habitantes, que licencia 3 mil veículos por mês, se um veículo (ônibus) que transporta até 200 pessoas, concorre, no trânsito, em pé de igualdade com outro (carro de passeio) que carrega no máximo 5 pessoas, alguma coisa está errada.
Junto com o acordo que pôs fim à greve dos rodoviários, os empresários anunciaram, sem apresentar qualquer demonstração financeira, que não poderão pagar esse reajuste sem aumento da tarifa. Ou enfrentamos esse debate com a responsabilidade e o espírito público que a gravidade da situação exige, ou em breve o vento vai bater e a poeira sairá debaixo do tapete para novamente atormentar nosso povo.

PS. Estou coletando informações para demonstrar a grave crise energética porque passa Manaus, fruto da incompetência dos gestores da Amazonas Energia.

Marcelo Ramos é advogado e vereador pelo PSB.
www.vereadormarceloramos.com.br
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Plano de Reordenamento da Manaus Moderna avança com a organização das categorias de trabalhadores



Pelo menos 150 trabalhadores da orla da Manaus Moderna já foram cadastrados pela Secretaria Municipal de Trabalho de Desenvolvimento, dentro do processo de reordenamento urbano da Manaus Moderna. O cadastramento de trabalhadores é uma das ações prioritárias do trabalho, iniciado no último sábado, por determinação do prefeito Amazonino Mendes, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). A estimativa da Prefeitura é de cadastrar entre 450 a 500 trabalhadores, que atuam naquela área, fornecendo fardamento e, em alguns casos, equipamentos de proteção individual. Entre as categorias contempladas, estão carregadores, rádiotaxis, canoeiros, vendedores ambulantes, agentes de passagem, guardadores de carros e táxis-frete. O cadastramento está sendo feito ao lado da Feira da Manaus por funcionários da Semtrad, durante o dia.

No cadastramento, são coletadas informações relativas aos dados de identificação do trabalhador, bem como tamanho de vestimenta e calçados. A estimativa é de que dentro de 20 dias a Prefeitura de Manaus inicie a distribuição do fardamento aos cadastrados. Durante esse período, serão produzidos e distribuídos panfletos orientando a população a utilizar os serviços apenas dos trabalhadores cadastrados e devidamente identificados. O fardamento será distribuído gratuitamente ao trabalhador. “Esse trabalho tem um papel fundamental no processo de organização da Manaus Moderna, pois permitirá às pessoas diferenciar quem é realmente trabalhador dos elementos mal-intencionados que rondam aquela área”, afirmou o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra, destacando o esforço conjunto desenvolvido pelas secretarias e órgãos municipais na promoção das mudanças na área. O secretário municipal de Trabalho e Desenvolvimento, Vital Melo, explica que só serão cadastrados os trabalhadores ligados a associações e entidades representativas das categorias. “Após a finalização do processo, os próprios trabalhadores cadastrados e a população que voltará a circular de forma tranqüila na Manaus Moderna ajudarão a Prefeitura no trabalho de fiscalização para coibir a presença de pessoas não-cadastradas no local”, disse.

Na próxima segunda-feira, o secretário Marcelo Dutra estará se reunindo com representantes da Capitania dos Portos, Superintendência de Navegação Portos e Hidrovias (SNPH), Ministério Público do Estado do Amazonas, Advocacia Geral da União (AGU), Superintendência do Patrimônio da União (SPU), Ministério Público Federal do Trabalho, Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para proposição dos encaminhamentos finais a respeito do deslocamento das balsas de atracação da orla da Manaus Moderna. A reunião ficou decidida após encontro entre o secretário e representantes do Comando da Capitania dos Portos e SNPH, na última segunda-feira. A relocação das balsas é um dos fatores determinantes da reordenação, pois permitirá a transferência de toda a movimentação de barcos, passageiros, cargas e veículos para uma área mais ampla da Avenida Lourenço Braga, também conhecida como Beira Rio, a cerca de 300 metros de distância do local atual. A relocação das balsas para proceder ao fechamento das rampas e acessos.


MEDIDAS ESTRUTURAIS

Outras medidas importantes estão sendo realizadas na Manaus Moderna. Foram implantadas 30 placas de sinalização vertical orientando os motoristas sobre os locais permitidos para estacionamento, embarque e desembarque de veículos e cargas e criada uma faixa exclusiva de saída de carga do porto. A nova sinalização se estende por mais de 500 metros, começando na saída do terminal de cargas do Porto Flutuante e terminando após a Feira Manaus Moderna. Com a mudança, a Prefeitura vai aumentar para três faixas a circulação de veículos saindo do porto, e uma faixa em direção ao Centro da cidade. A medida visa tornar o trânsito mais rápido e reduzir os

congestionamentos no local.

No aspecto social, foi realizado o resgate de cinco crianças e duas idosas que estavam em situação de vulnerabilidade social na orla da Manaus Moderna. As crianças foram encaminhadas para a Central de Atendimento Emergencial e as idosas para a Central de Apoio Social Alternativo Amine Daou Lindoso. Uma das crianças, uma menina de aproximadamente doze anos de idade, estava numa balsa e há suspeitas de que estaria sendo vítima de exploração sexual. Dos outros quatro menores, um foi apreendido numa lan-house entre vários adultos e, os outros três, nadando no rio Negro próximo a embarcações em movimento.

As mulheres, com idade entre 50 e 55 anos, foram encontradas pela equipe da Semasdh na ponte que dava acesso às balsas. Ao longo desta semana, a secretaria continuará o trabalho na Manaus Moderna e também dentro das feiras e mercados das imediações. A idéia é coibir o trabalho e a exploração sexual infanto-juvenil, bem como incentivar a população a denunciar estes tipos de crime.

O Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), que vem coordenando as ações de retirada do comércio ambulante do Centro, ficou responsável pela notificação dos estabelecimentos irregulares que serão retirados ou terão que promover recuos para liberação de passeios públicos na área da Manaus Moderna. Entre os estabelecimentos, estão os bares localizados no entorno dos galpões que vão recepcionar os camelôs da área central. Já a Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) notificou os 41 empreendimentos instalados em cima das balsas/atracadouros e os cinco empreendimentos que funcionam como bares no canteiro central situado nas proximidades da Feira da Banana. A presença de animais vadios, como cães e gatos, também está sendo combatida no local pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), através do Centro de Zoonoses. Foram capturados no local 25 animais.

A coleta do lixo vem sendo feita normalmente, com a retirada diária de aproximadamente 100 toneladas de resíduos da área da feira. No dia da abertura dos trabalhos, foi disponibilizado um efetivo de 120 pessoas, que fizeram varrição e lavagem. Foram utilizadas, na oportunidade, duas balsas com escavadeiras e empurradores, seis botes, dois carros pipa (um com hidrojato) com capacidade para 10 mil litros d água cada um e um caminhão coletor compactador. Atualmente, a Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp) realiza estudo de viabilidade para relocação dos 14 contêineres que hoje ocupam vagas no estacionamento da feira e concentram o mau cheiro produzido pelo chorume do lixo armazenado. Para informar a população, a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) está responsável pela produção de material informativo e placas sobre o reordenamento.





Fonte: Ascom - Semmas

Altair Canuto



quinta-feira, 20 de maio de 2010 0 comentários

Embarcações

No Amazonas, as embarcações correspondem a 80% do transporte de pessoas e bens materiais. A utilização é inevitável já que as estradas por aqui são os rios.
No Porto de Manaus são vários os tipos de embarcações disponíveis para viagens. Barcos, canoas, lanchas a jato. As passagens mais vendidas e mais acessíveis são as dos barcos, que comportam de 200 a 1000 pessoas. Todos os passageiros têm direito a lugar para dormir, que pode ser uma rede, um camarote ou uma suíte. Esses dois últimos tem preço diferenciado por serem mais confortáveis – apesar de haver quem prefira a rede por ficar mais fácil “tomar uma providência” caso haja algum problema.
Ao caminhar pelo passeio que fica na margem do Porto, são muitas as agências de viagem e os vendedores ambulantes que tem suas próprias lanchas ou vendem passagens de terceiros. É uma abordagem insistente devido à concorrência. Conversei com o vendedor de passagens da agência JSC, Anderson.
Custa caro e leva muito tempo viajar pelo rio: Belém (PA) = 4 dias R$150,00 em baixa temporada e R$260,00 em alta (preço só de ida)// Tabatinga (AM), fronteira com Colômbia e Peru = 6 a 7 dias R$300,00 // Parintins (AM) = 15 horas R$70,00 ida e R$250,00 ida e volta em véspera do Festival. A referência é saída de Manaus.
Segundo Anderson, as pessoas que tem medo de avião viajam de barco e as que tem medo de barco viajam de avião quando tem condições. Por ter o preço mais acessível que o avião, o barco é o meio de transporte mais usado. A principal reclamação dos passageiros é mesmo sobre o tratamento recebido pela tripulação, que nem sempre é dos melhores.
A conservação das embarcações acontece através de manutenções periódicas, que são sempre muito demoradas e caras. E a fiscalização dessas manutenções aumentou nos últimos anos, mas aumentou principalmente sobre a lotação.
Um pouco contrariado com o assunto, Anderson disse que a prefeitura tem projeto de reformulação do espaço do Porto para a época da Copa, mas é um espaço muito pequeno que não comporta com satisfação as embarcações. “Quando chega um navio com turistas, a prioridade é do navio e todas as embarcações devem sair desse espaço. Já não há espaço dessa forma, imagina se todos forem obrigados a mudar para lá?” – conta Anderson.
Nas longas viagens de barco, todo o lixo produzido é armazenado em sacos plásticos. O esgoto é jogado diretamente no rio e isso não gera problema, segundo Anderson. Se gera ou não problema, só mesmo um ambientalista para nos contar. Será que essa é uma prática totalmente sustentável? Alguém responde?
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